A Luta Pela Valorização do Professor

terça-feira, 25 de maio de 2010

A história de resistência dos trabalhadores em educação, na luta pela valorização profissional, é marcada por uma série de conflitos com os vários governantes que ocuparam o Palácio do Campo das Princesas.
Desde a época em que o país encontrava-se sob o domínio dos militares, quando a resposta à mobilização dos trabalhadores foi a demissão de dirigente sindical, o corte do desconto em folha e a suspensão da liberação dos sindicalistas, passando por todo o período em que o povo brasileiro conquistou o retorno da democracia, os trabalhadores continuaram enfrentando o aparato policial do Estado, o desconto dos dias de greve, a suspensão do desconto sindical, a retirada de direitos. No período de ascensão das lutas sociais, de grandes mobilizações populares, a cada medida autoritária crescia o número de trabalhadores que passavam a aderir ao movimento.

Nos dias atuais, as idéias que potencializam a saída individual, do tipo farinha pouca meu pirão primeiro, impregnam corações e mentes de muitos trabalhadores. A chama transformadora encontra-se adormecida, acalentada pelo discurso conservador da mídia que resiste ferozmente a qualquer
saída que coloque o povo no protagonismo das mudanças que enfrentem as desigualdades sociais.
Perdura um ambiente de parcas mobilizações, de perda de perspectiva classista, de acomodação.
Para enfrentar a ofensiva contra os trabalhadores em educação no cenário atual a unidade de ação dos professores é fundamental.
A correlação de forças é difícil, mas pode ser alterada.
O governo de Pernambuco promoveu uma série de mudanças na vida funcional dos trabalhadores em educação aprofundando um conjunto de distorções e negou-se a estabelecer o processo de negociação com o SINTEPE, ao contrário da postura que adotou com outras categorias do serviço público estadual, que tiveram as propostas atenuadas após a negociação.
Para nós que atuamos na CTB- Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil- e integramos a direção do SINTEPE, é necessário fortalecer o movimento que busca alterar a situação atual, partindo de uma atitude que reforce a nossa ação unitária, que expresse as contradições contidas no projeto governamental, garantindo ao sindicato o desempenho pleno de seu papel de legítimo representante da categoria, portanto, desencadeador de mudanças e motivador do engajamento dos trabalhadores na luta classista e transformadora.

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