Escola de Tempo Integral para tod@s

domingo, 20 de setembro de 2015

Na educação de Pernambuco qual é a métrica utilizada no programa das Escolas de Referência implantadas no Estado? O primeiro questionamento é o foco avaliar duas disciplinas (Matemática e Português), para ranqueamento das escolas, diferentemente da Finlândia que utiliza o processo de amostragem - que daria o mesmo resultado - e não comprometeria as unidades de ensino e seus profissionais.

Um segundo questionamento a este Modelo, que atualmente foi debatido e criticado em nossa greve, são as contradições entre o interesse do Capital –  baratear a mão-de-obra nos seus custos de produção - e as reais necessidades de um ensino integral com igualdade de oportunidade a todos. Um outro questionamento está exatamente em colocar ensino de tempo integral apenas no ensino médio e não no fundamental I e II, onde as necessidades são bem prementes para as classes sociais de baixa ou nenhuma renda, onde a escola precisa completar a falta de estrutura sócio econômica no ambiente familiar destes educandos. Incluindo no outro turno outras expressões como teatro, de música, artes plásticas, esportes e a ciência, para desenvolver outras aptidões e ampliando a capacidade humana por novos conhecimentos.

Do ponto de vista dos professores e dos trabalhadores que compõem a educação integral, e mesmo nas escolas normais, estes profissionais devem ter dedicação exclusiva com salários dignos sem prejuízo ao se aposentarem. Contrapondo-se a política de gratificação, de carga horária exaustiva e retirada de direitos dos profissionais dessas unidades.

Defender uma educação de qualidade passa por enfrentar estas contradições de exploração, que o sistema capitalista impõe, mas lutando lado a lado, cada um cada uma, unindo forças para reverter o que está imposto e apontando um novo horizonte de superação do déficit secular da educação.


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